Poderia escrever palavras bonitas ou falar sobre uma linda prisão, de paredes pintadas e cheiro agradável. Contudo, sinto uma chama dentro de mim, derretendo-me a cada segundo mais. Embaçando minha vista do horizonte e cegando minha mente. Causando-me uma incomoda dor de cabeça, daquelas acompanhadas da nostálgica sensação de sentir o que eu sempre sinto.
Por isso, aprecio o vento que sopra dentre a persiana de minha janela.
Tal vento que insiste em chamar-me cada vez mais, para aliviar-me do calor infernal e –talvez- mostrar-me de novo a real máquina manipuladora do meu humor. Aquela que assusta, encanta, e se mostra tão superior perto das outras, magicalmente tão tolinhas.
Eu sei... Sempre soube; nada que eu faça, ouça, veja ou procure me fará viver o que vivi antes, ou ontem.
De novo, novo.
aiai,
Algumas coisas andam me pirando sobre a melhor hora para tentar escrever alguma coisa pra cá. De um lado, minha mente está cheia de ideias ferventes, borbulhando como água. Consigo até ouvi-las gritarem, querendo saltar para fora. A agitação das minhas amiguinhas espelha em meu ser de algum modo que me deixa elétrica de mais para querer criar alguma coisa que preste. Resultado: Todas essas besteiras sem sentido que se pode ler por aqui. Do outro, a calmaria de uma terça a noite faz-me querer ouvir alguma música, que não seria calma e me agitaria. Ótimo, estaca zero again.
Mas, mudando um pouco de assunto e entrando em uma importante questão: Estou me sentindo bem. Na verdade, virando cada vez mais adepta de minhas próprias palavras (que não são necessariamente minhas) – TUDO SEMPRE PASSA. - E sim, passa! Que bom... Quer dizer, bom para metade das coisas. Mas generalizando... Sim, é bom! E quanto mais as vivências passam por mim, mais vejo que me surpreendo com algumas forças que nascem em algum lugar obscuro do meu “eu”, mostrando-me que eu posso. E, graças a Deus (ah não, Deus é modo de falar, não levem ao pé da letra, por favor.), tenho força o bastante para estender as mãos para outras pessoas ao meu lado, e falar as tais “minhas” palavras; tudo sempre passa (se é que me entende). Pessoas essas que precisam mais que eu, por sinal. Enfim, falar diretamente na primeira pessoa do singular é chato. Então, antes que o tédio me faça sono, vou-me indo, pois não posso dormir antes do “profissão repórter.” É, e meu café com leite ficou doce de mais.
Mas, mudando um pouco de assunto e entrando em uma importante questão: Estou me sentindo bem. Na verdade, virando cada vez mais adepta de minhas próprias palavras (que não são necessariamente minhas) – TUDO SEMPRE PASSA. - E sim, passa! Que bom... Quer dizer, bom para metade das coisas. Mas generalizando... Sim, é bom! E quanto mais as vivências passam por mim, mais vejo que me surpreendo com algumas forças que nascem em algum lugar obscuro do meu “eu”, mostrando-me que eu posso. E, graças a Deus (ah não, Deus é modo de falar, não levem ao pé da letra, por favor.), tenho força o bastante para estender as mãos para outras pessoas ao meu lado, e falar as tais “minhas” palavras; tudo sempre passa (se é que me entende). Pessoas essas que precisam mais que eu, por sinal. Enfim, falar diretamente na primeira pessoa do singular é chato. Então, antes que o tédio me faça sono, vou-me indo, pois não posso dormir antes do “profissão repórter.” É, e meu café com leite ficou doce de mais.
Drogaria Petrópolis.
Alguns dias atrás, eu e minha amiga Carol tivemos a ideia de criar um blog diferente, a fim de trazer para a Internet como os moradores e trabalhadores da cidade de Petrópolis vivem, quais são seus principais problemas e insatisfações e as soluções para que todos tenham uma vida melhor meio à sociedade em que vivemos. É curioso perceber como cada cidadão tem uma reclamação distinta a fazer, espelhada em seu trabalho. E, mais curioso ainda, é o que cada trabalhador tem para contar sobre as noites petropolitanas e as pessoas que são por trás do que fazem. A questão é: Quanto mais gente ficar ligada lá, mais satisfação será não só para nós, como também para cada petropolitano que deu e irá dar sua participação para o “Drogaria Petrópolis”. Quem então puder passar lá, comentar, divulgar ou só dar uma olhada mesmo será sempre bem vindo!
Para acessar o blog: DROGARIA PETRÓPOLIS
Obrigada a todos. : D
Para acessar o blog: DROGARIA PETRÓPOLIS
Obrigada a todos. : D
'SOLIDÁRIO AO SOLITÁRIO.'
Ao solitário, força,
Ao solidário, paz,
O que um tem de menos,
O outro tem de mais.
Solitário recebe um olhar fugaz
do solidário, bom rapaz.
Porém de solitário a solidário,
só uma letra se faz!
Ao solidário, paz,
O que um tem de menos,
O outro tem de mais.
Solitário recebe um olhar fugaz
do solidário, bom rapaz.
Porém de solitário a solidário,
só uma letra se faz!
Loucos.
O pequeno contador de histórias chegou uma vez a nossa cidade. Das tantas, uma chamou-me atenção.
Falava sobre uma pequena vila, em algum lugar do mundo, onde as casas eram todas iguais, com fumaça saindo das chaminés mesmo nos dias quentes. O chão era um enorme tapete de grama, não tão verde... E o cheiro de terra molhada predominava até quando o sol aparecia para castigar seus poucos e humildes habitantes.
O que chamava atenção na vila, além da beleza pacata, era o fato de lá ser o lugar escolhido pelo vento para sua mais perfeita sinfonia. O contador dizia que em uma determinada hora do dia, algo entre o sol e a lua, o vento virava maestro das folhas das árvores que cercavam a comunidadezinha. E ao fazê-lo, todos os moradores paravam suas obrigações, para ouvir a música perfeita, acompanhada do canto dos passarinhos. Nada mais que simples e encantador.
A maestria daquele show de graça que a natureza proporcionava a pequena vila, possuía mais mistérios. Dizia o contador, que era curadora da mente! A loucura dos loucos que a escutavam, sumia. A loucura dos loucos virava esperta, e eles sorriam.
Quando o contador partiu, deixou no ar muitas dúvidas. Muitos loucos buscaram a tal sinfonia perfeita do vento, e muitos dizem que acharam. Porém, a grande maioria não se curou. A grande maioria também, não acreditava.
E com raiva, a loucura piorava pela viagem e esforço que se fazia apenas para ouvir um mísero som.
Poucos eram os que compreendiam que os loucos que não se curavam não eram loucos, eram bobos. E os que procuravam à vila, eram mais bobos ainda. Pois a loucura de quem acredita na fantasia, é boa pra cabeça. E os que acreditam na fantasia, escutam a música de longe. Pois a música, na verdade, está dentro da loucura de cada um.
Falava sobre uma pequena vila, em algum lugar do mundo, onde as casas eram todas iguais, com fumaça saindo das chaminés mesmo nos dias quentes. O chão era um enorme tapete de grama, não tão verde... E o cheiro de terra molhada predominava até quando o sol aparecia para castigar seus poucos e humildes habitantes.
O que chamava atenção na vila, além da beleza pacata, era o fato de lá ser o lugar escolhido pelo vento para sua mais perfeita sinfonia. O contador dizia que em uma determinada hora do dia, algo entre o sol e a lua, o vento virava maestro das folhas das árvores que cercavam a comunidadezinha. E ao fazê-lo, todos os moradores paravam suas obrigações, para ouvir a música perfeita, acompanhada do canto dos passarinhos. Nada mais que simples e encantador.
A maestria daquele show de graça que a natureza proporcionava a pequena vila, possuía mais mistérios. Dizia o contador, que era curadora da mente! A loucura dos loucos que a escutavam, sumia. A loucura dos loucos virava esperta, e eles sorriam.
Quando o contador partiu, deixou no ar muitas dúvidas. Muitos loucos buscaram a tal sinfonia perfeita do vento, e muitos dizem que acharam. Porém, a grande maioria não se curou. A grande maioria também, não acreditava.
E com raiva, a loucura piorava pela viagem e esforço que se fazia apenas para ouvir um mísero som.
Poucos eram os que compreendiam que os loucos que não se curavam não eram loucos, eram bobos. E os que procuravam à vila, eram mais bobos ainda. Pois a loucura de quem acredita na fantasia, é boa pra cabeça. E os que acreditam na fantasia, escutam a música de longe. Pois a música, na verdade, está dentro da loucura de cada um.
Aconteceu,

O tempo se apressa do lado de fora da janela. Contudo, aqui dentro rasteja lentamente. A neblina cai, o vento frio beija minha pele. Esquenta. Não poderia ser diferente. Tudo passa depressa. O dia passa com pressa, o céu é rasgado pelo sol. E a noite? Tão pequena para grandes sonhos. Risos passam depressa, como rios. Lágrimas rolam apressadas, quedas d' água. Rapidez contínua, inconsequente, incompreendida e inevitável. Saiba que é pra caber na vida, mais breve ainda. Mais depressa que tudo. Conversas velozes logo são esquecidas. As pessoas andam aceleradas, misturando-se como formigas em um pequeno formigueiro. Desajeitadas e evitadas.
Meio a agilidade, parou um menininho pequeno diante de tudo, amante da sua solidão momentânea.(Digno de pena!) Silêncio. -Acalme-se!-. As vozes não podem mais ser ouvidas, os carros não buzinam. Não existe tic tac, nem preocupações. Só risadas a sua volta. O vento soprou, ele sentiu frio. A fumaça aquecia, a cerveja era gelada demais.
Aconteceu.
É ridículo, pois fala de amor.

Diante de nuvens de algodão doce,
Sob os olhos atentos do sol,
Um amor secreto formou-se,
Daqueles escritos em contos no papel,
Ao raiar do dia,
O céu atraente lançava seu olhar sobre o mundo...
Poderia ser apaixonado por tudo,
Mas foi o verde da grama abaixo,
Que lhe transformou em um céu apaixonado.
A grama, muito tímida.
Fazia charme com sua cor cintilante.
Contemplavam-se a tarde toda,
Mas não falavam sobre o horizonte.
O querer impossível tornou-se vicioso,
Outros pensavam; “Um amor assim, nunca será feliz...”.
Mas isso é impressão, seu moço.
No horizonte se encontravam! E aí... Aí ninguém diz!
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